sábado, 18 de julho de 2009

aH'Dieu

Ciau é uma coisa simples,
A'Deus...
Lar é uma coisa simples,
E'Dificil...
Olho é uma coisa simples,
M'Olha...
Rir é uma coisa simples,
T'Riste...
Saúde é uma coisa simples,
Sauda'De...
Estar é uma coisa simples,
P'Arto...

domingo, 22 de março de 2009

Cousine Vera

Mudanças aqui no norte. Na semana do 9 de março o inverno começou a acabar e essa semana, do 16, a primavera me lançou seus pimeiros olhares. Sedutores, estou entrando na dela. Como é bela essa prima! Como é quente essa vera! Como o céu pode ser azul! Como dá até pra usar bermuda! E como dá até pra fazer um churrasco ao ar livre! Decididamente, não nasci para invernos rigorosos. Além disso, começei a trabalhar no 16. Essa primeira semana foi ótima, encontre muita gente nova, o pessoal lá é muito simpático, o ambiente é tranquilo, descontraído. Parece que o estágio vai ser muito doido, tenho que desenvolver equipamentos mais adequados para o abastescimento de água dos trens, para garantir a qualidade da água. Uma parada bem prática, concreta, com uma veia forte de criação e desenvolvimento, muito contato e troca com os envolvidos, estou animado. Porém, meu corpinho acostumado a tênis e t-shirt mostrou sinais de desacordo ao traje “escritório” a que esteve submetido durante estes cinco dias de labuta. Terça a noite a primeira bolha da sola do meu pé conheceu o contato direto com o chão, com o ar livre, fora de meu sapato preto de bico quadrado. Quinta-feira meu pescoço se sensibilizava, rubro, ao contato insistente do colarinho da minha camisa de manga comprida. Chato, mas nada que tenha me impedido de balançar agradavelmente meu esqueleto ao som do Lenine no Olympia. Sexta feira à noite, depois do trampo, da latinha de Heineken e do relax no parque des Buttes Chaumon e antes do barbecue na UV Flex, esquenta pra festa Spring Break des Ponts et Chaussés, meu piscucin esfolado ferveu pêgo de surpresa com as borrifadas de perfume que ganhou depois do banho. Foi uf! Espero que esse fim de semana de beijinhos e carinhos tenha sido suficiente para renovar sua epiderme agredida ao longo da semana. Para meu encanto e felicidade a prima chegou trazendo bons ares que me inspiraram e conduziram a uma composição. Gravei a musica no Audacity, acho que ela vai chamar inver, é inspirada no poema homônimo que fiz uns anos atrás. Por falar nisso, pura diversão esse programa, recomendo aos entusiatas das ondas sonoras.

É prima, vem com tudo que eu to gostando!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Aê, Manda logo vir a Céu..

Estou vendo a lua aqui na minha janela mas o dia ainda está claro. Lembrei de uma lua imensa que iluminava toda a planície de Milho Verde na noite em que aprendi aquele exercício de memória com o Robertin e o Samuca. Lembrei da lua aparecendo de trás da cachoeira Tempo Perdido já noite avançada, fogueira esquentando, uma vez que fomos uma galera da facu acampar lá.. Lembrei da lua de 26 de julho do ano passado: Após teminadas todas as atividades do festival de cultura japonesa da praia do Bananal em Ilha Grande, todo mundo foi dormir eu peguei uma canga, uma lanterna e fui pra praia do Bananal Pequeno. É só atravessar uma trilha pequena depois do fim da Bananal ali onde é a pousada Três Coqueiros e chegou. Estendi a canga e deitei lá, fiquei ouvindo o mar, o vento, o barulho do bichos no mato, tudo muito escuro, completamente sosinho, deu até um pouco de medo, mas a sensação positiva predominava.. Era meu aniversário e estava acontecendo um show do Lenine em Ouro Preto. Tenho uma amiga muuito especial que foi nesse show, ela tinha até me falado que me ligaria de lá, que era pra eu escolher uma musica e pa.. mas acabou que não ligou. Hoje essa mesma amiga tão atenciosa e gentil me contou que vai num show do Lenine dia 13. Não pra me fazer vontade ou ser sacana porque eu não posso ir mas porque ela sabe que eu gosto e ela tb, aquela coisa.. Além disso, ontem à noite uma outra amiga do peito tinha me dado a mesma noticia: Vou no show do Lenine dia 13! E claro com a mesma energia positiva, sem intenção de me deixar morrendo de vontade. Mas o que elas não sabem é que eu tenho essa vontade há muito tempo. Que essa vontade data de bem antes de 26 de julho de 2008 e que felizmente ela já está programada para ser realizada dia 19 no Olympia ao lado dos meus amigos ZoY e PH e com a presença especial do Nassar um camarada marroquino, amigo do ZoY. Vou aproveitar pra falar pro Lenine falar pra Céu vir logo fazer um show aqui e trazer o BNegão, o Gabriel o Pensador e o Marcêlo Camélo..

terça-feira, 3 de março de 2009

O Escafandro e a Borboleta

Existe um livro que se chama O Escafandro e A Borboleta, de Jean-Dominique Bauby. Conta a história de um homem que após um acidente cardio-vascular grave e posterior coma, acorda numa cama de hospital com o que os médicos chamam de locked-in syndrome. Completamente paralisado, somente seu cérebro e seu olho esquerdo funcionam. E é com esse olho que ele escreve o livro e conta o que ele conta e que eu não vou contar. O interessante de toda a mudança a que se vê submetido esse homem, é como ele passa a se alimentar enormemente de sua memória. Detalhes de momentos, ambientes, objetos, sabores, cheiros, conversas... Durante essa leitura, começei a exercitar minha memória como há tempos não fazia. Outro dia no RER me concentrei para saborear o bife passado na hora, o arroz com feijão e o tomate com óregano da Dalva. Não foi fácil. Tentando religar as extensões neurais exatas que me recuperassem o toque daquelas texturas na boca, aqueles cheiros, o tomate um pouco frio e um pouco resistente misturado no arroz com feijão quentes e molengos na minha boca durante a mastigação... O jeito que eu cortava os tomates no prato antes de servir o arroz com feijão em cima, o cheiro do feijão cozinhando, o barulho da panela de pressão (que não apitava todo dia mas quando apitava ainda era de manha bem antes do almoço), aquele jeito meu de passar disfarçado pela cozinha para furtar as fritas pouco antes do almoço ser servido mesmo sabendo que a Dalva sabia que eu passava ali naquela hora só para isso e a cumplicidade que existia nessa relação... Lembrei do strogonoff da Ana minha avó. Dos tempos em que eu era criança e não gostava dos coloridos minúsculos e dos milhos que agente encontra ali dentro e que ela me servia com todo cuidado catando só os franguinhos pra me agradar, dos tempos em que strogonoff era meu prato predileto e eu amava o “Strogonoff da Ana”, o mais famoso do meu entorno (segundo lugar para o Strogonoff da Livinha, terceiro para o Strogonff da Tati), e dos tempos em que eu gostava mais de ficar puxando o saco da Ana antes do almoço ali enquanto ela cozinhava, de carregar a panela da cozinha até a mesa da sala e de falar que “o strogonoff está uma delícia” do que do strogonoff em si. Lembrei do tutu de feijão da minha vovó Aparecida, delicioso, misturado com o tropeiro que ela faz (eu acho estranho mas adoro tropeiro com tutu). Lembrei de um penne ao funghi muito especial feito em Medina pelo Gustavo meu irmão na casa da Carla e do Alisson meus primos, lembrei exatamente do aspecto granular que tinha aquele molho como se houvesse areia ali dentro, lembrei direitinho das crises de riso que tivemos durante e após esse jantar. E ainda lá, em Medina, lembrei que uns dez anos mais cedo, estávamos os mesmo quatro do episódio do penne atirando em latas de sardinha ou atum (minha memória me falha) com a espingarda de chumbinho do tio Du e eu atirei no braço do Gustavo a un 10m de distância. Lembro da vergonha enorme, do medo, da angustia que eu passei aquela tarde, eu queria desaparecer. Lembro de um dia que estava doente (em crise de asma, bronquite, aquela coisa), na cama, no meu quarto do apto da Irmãos Kennedy. A tia Jô apareceu lá em casa esse dia. Ela me fez respirar perto do gargalo de uma garrafa de álcool e ela me deu um chaveiro que era um revolvinho de espuletas. E como eu já brinquei com esse revolver. Lembro de cada caso daquela época! Lembro que eu gostava de ir pro Bem Viver de calça jeans e que era proibido, lembro de eu voltando para casa caminhando com a Fatiminha um dia depois da aula e que ela me disse que não se podia engolir o chicletes porque entope o pescoço e morre sufocado, lembro de ver meu irmão com uns amigos brincando com o Maximus dele na garagem do prédio e ficar louco pra brincar, e que eles só me deixaram marcar o tempo e que eu roubei no cronômetro pro Gu fazer o menor tempo e que todo mundo descobriu porque era um tempo inacreditável. Lembro de um carrinho que amassava e desamassava, vermelho, que eu perdi na caixa de areia daquela praça grande ali perto da Quentinha, lembro que eu assistia Coquetel na televisão com meu pai e que as moças mostravam o peito com uma tatuagem de fruta. Lembro de um dia que a Ilma me perguntou as horas e eu não sabia ler no relógio digital do videocassete (muito menos num analógico) e falei para ela os números que estavam acesos, lembro de ter plantado com minha mãe sementes de uma maça no jardim na portaria do prédio, lembro de ter fechado o ziper da calça jeans em cima do meu piru no banheiro do Bem Viver, de ter morrido de dor e de não ter contato pra ninguem porque era proibido ir de calça jeans pro Bem Viver, lembro do short verde que era o uniforme de lá, que eu não gostava de usar cueca, que um dia duas meninas viram meu saco quando eu estava sentado num pneu e contaram pra “tia”, lembro de um dia em que o Gu jogando bola na sala de televisão quebrou a lâmpada do teto. Lembro da luminária dessa sala de televisão, lembro de uma guerra de ovos que fizeram os mais velhos do meu prédio contra os mais velhos do prédio ao lado, lembro que um dos meus vizinhos tinha um carro que parecia carro antigo, lembro do meu pai arrumando a carretinha com os extensores pra ir pro Rancho, lembro que o vizinho do nono tinha uma piscina, mas acho que nunca vi, lembro da minha mãe descendo as escadas do novo pro oitavo de maiô preto e sentada porque ela tinha a perna engessada. Lembro de um dia eu, o Gu e o Nando meu primo fazendo aviõezinhos de papel e jogando pela janela (absurdo!), lembro que foram vários e que nesse dia o Nando me ensinou a fazer o avião tipo "filhotinho”, que tem um filhotinho dentro, que eu faço até hoje, lembro que eu amava o Nando de mais, que ele era meu primo favorito, sempre estava la em casa com o Gu, lembro que o vizinho da casa ao lado reclamou que ali não era aeroporto. Lembro a primeira vez que eu vi um filme legendado, foi Esqueceram de Mim no cinema com meus pais. Não sei como terminar esse texo, são muitas memórias, que há muito tempo eu não lembrava e que estou me sentindo muito bem em lembrar. Mas já estou me desidratando.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Parabens André

Tenho um primo que nasceu 26 de fevereiro de 1991 e que se chama André. Eu tinha lá meus 5,583 anos. Digamos 6 anos de diferença de idade pra trabalharmos com um número inteiro. Aí aquela história, nasceu vivo e foi vivendo. Foi envelheçendo, crescendo, nomal..

Quando ele tinha 6 anos ele já me amava por escolha própria, sem ser aquela parada de família, meio involuntária. Aí agente ia pra casa do meu vô, que é uma figura e tanto (tenho que falar dele aqui um dia!) e que tem uma cama Gigante e brincava de lutinha. Eu tinha 12 e ele tinha 6 mas era tranquilo (sobretudo pra mim) e agente conseguia vencer bem essa diferença. Agente começava brincando daí 10 minutos eu começava a espancar e ele chorava. Mó chorão c tinha q ver, magrelasso e chorão. E eu 12 anos, fortinho (pra não dizer fofinho) e babaca (eu era meio desorientado, não tinho muito bom senso não). Aí ele chorava pra vovó, o vô dava os berros dele lá da sala e acabava a brincadeira. 5 minutos e vinha o pirralho me atiçar pra brincar de lutinha de novo.. e isso se repetia sempre por no mínimo 4 rounds. Um dia ele até cortou a pálpebra superior durante um combate mas até hoje não entendi como.

Depois ele tinha uns 14 eu tinha 20. Tipo carnaval 2006 ele tava pra fazer 15. A peça inventa de ir pro carnaval em Pitangui (seguindo o mestre aqui). Não sou eu quem vai proibir né. Eu conhecia algus broders de Conceição do Pará, nossos primos de 3º e 4º grau, um pessoalzinho em Pitangui tambem.. Já era o segundo ou terceiro carnaval que eu passava lá. E ele foi descobrir o que é carnaval, tive que fazer o papel de primo mais velho e experiente né, apresentar as loiras, as morenas, a vodka.. tem certas coisas de que agente não pode fugir. Bom não vou entrar em detalhes mas ele aprendeu rápido, aprendeu bem. 2008 de novo em Pitangui o neguim já tava me furando olho, quebrando perna alheia, falo nada..

2009 eu aqui sem carnaval e meu pupilo ganha sua independência, festeja seus 18 anos hoje. 18 anos é bacana de mais. Mudanças. Desejo ao aniversariante muita reponsabilidade e cabeça no lugar. O resto deixo pros outros desejarem.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hoje não consegui dormir

Hoje não consegui dormir. Eu virei para a esquerda, vire para a direita, virei de bruços, virei de barriga pra cima e nada. Virei de novo de banda, encolhi as pernas, estiquei as pernas, braços junto ao corpo, braços embaixo do travesseiro, braços alternados e nada. Nada de pegar no sono. Mas isso foi o de menos, porque isso de trocar de posição é besteira pouca, coisa que agente faz até dormindo sem se dar conta.

Executei tambem um exercício que o meu amigo Bauer me ensinou lá pelos anos 2001 que sempre (?) funciona bem. Consiste em aspirar lentamente o máximo de ar que couber no pulmão, dilatando-o ao máximo até imaginá-lo servindo de colete salva vidas tão eficiente que, homem ao mar, não molharia nem as costelas de tanto empuxo, e expirar lentamente até contraí-lo ao máximo e imaginá-lo chupado igual uma uva passa. Normalmente, no terceiro ciclo o sujeito já está dormindo, já está no terceiro sono, eu diria. Normalmente.. Mas o pior, o pior de tudo mesmo foi tudo que eu tive que pensar pra tentar dormir, todo o drama psicológico do insone.

Pensei no meu dia de amanhã, tudo que eu preciso fazer, tudo que eu quero fazer, tudo que eu poderia fazer, tudo que eu gostaria de fazer... Pensei no meu dia de ontem, tudo que eu fiz, tudo que eu devia ter feito e não fiz, as coisas que eu poderia ter feito diferente... Depois começei a buscar na memória momentos ao azar. Tipo como quem pega um "Livro das Virtudes" ou um "Amar É" (que concerteza sua mãe, sua tia, sua vó ou sua vizinha tem a coleção em casa mofando numa estante) e abre numa página qualquer para ler. Folheei (no chute esse double e, não vou pesquisar a grafia correta nem..) a memória, puxei vários arquivos equecidos. Tentei lembrar a continuação de determinados momentos que eu ia lembrando, depois começei a inventar continuações, depois já não sabia mais qual continuação era verdadeira ou se havia uma verdadeira. No final já não sabia nem se se eu tinha mesmo vivido o início daquele momento relembrado.

Já partindo para o desespero começei a pensar em coisas e fazer listas. Uma coisa parecida (faz lembrar) com o exercício de memória que meus amigos Samuca e Robert me ensinaram uma noite que agente acampava ao pé duma montanha de pedra perto de Milho Verde. Tipo penso uma coisa qualquer: cama. Penso duas: cama e cafuné. Penso três: cama, cafuné e aula ruim. Penso quatro: cama, cafuné, aula ruim e fim de festa. Penso cinco: cama, cafuné, aula ruim, fim de festa e massagem. Segui essa parada até 171 coisas e não dormi. No final da lista: forró, violão, saia, meia calça das francesas de saia, decote, Juliana Knust, sirene, alarme.. Merda! Acordadíssimo..

Não tava nem calor, nem frio. Eu não estava escutando a pia gotejando, nem o vizinho tendo aula de bateria, nem nada desse tipo. E eu queria dormir, acordar cedo amanhã, tomar banho, tomar café, ler meus e-mails, escrever alguma coisa legal pra alguem, sair, correr no parque, voltar, fazer uns abdominais, umas flexões de braço, sair de novo, cortar o cabelo, voltar fazer a barba, almoçar e começar meus trabalhos à tarde. Mas se eu não conseguir dormir logo, não vou conseguir acordar cedo amanhã. E se eu acordar tarde, não vou ter disposição nenhuma pra tomar banho, não vou tomar café porque já vai ser quase a hora do almoço, e não vou sair pra correr nem fazer meus exercícios porque logo já vai ser de tarde e tenho que trabalhar à tarde. Mas não vou trabalhar bem porque não tomei banho, não corri não fiz abdominal e tou barrigudo.

Já tomei uma sopa, um cházinho de camomila e escovei os dentes. Fiz tudo certo Deus, e amanhã já tenho minha agenda pensada, o senhor viu. Vou ser um bom homem amanhã, adormece eu!!

Não sei se essa preçe chantagista vai funcionar melhor que as outras estratégias mas uma coisa é certa: Eu posso até não dormir nem um minuto dessa noite mas tomar remédio pra dormir ou contar carneirinhos eu nao vou porque isso é coisa de maluco!! E é muito cliché, cá entre nós..

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tem certeza?

Acho que nunca na vida eu tive certezas. Umas pequenas, talvez, mas nem eram absolutas. O que eu quero fazer da vida, por exemplo, eu nunca soube. Algumas vezes estive seguro do que eu não quero fazer, mas jé aconteceu de eu mudar de idéia depois tambem. Só tem uma coisa que eu me sinto apto a dizer com certeza: A vida vai bem sem certezas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Gestão e Contabilidade

Tomei pau no meu curso de gestão. Pensei que pra passar era só comer bem no dia da prova, ir e fazer bem a de gestão, mas não. Não deu. Agora to tentando estudar pra especial de gestão mas na nervosia comi quatro barras de chocolate e to penando na digestão.
Se eu tivesse digerido aquele livro de gestão na época da facu, poderia, quem sabe, estar dirigindo a Nestlé, a Lacta ou a Garoto, mas não. Perdi a especial de gestão e sobrei de gerente desse blog indigesto, gesticulando uma dor-de-barriga gigante.

domingo, 17 de agosto de 2008

A Serenata

Eu estava na rede deitado e ele me contou esse caso, de quando ele era jovem ainda lá em Belo Horizonte:

Ele disse que acordou cedo no dia porque era aniversário dela. Pôs a sandália, a tôca e pegou o violão. Saiu pela porta do seu quarto, que dava para o corredor lateral externo da casa e foi andando. Passou pela janela do quarto do ZoY, onde outrora, quando criança, fora seu quarto tambem. Desceu as escadas e chegou à área em baixo da casa, onde havia redes, um banheiro, uma pequena cascata, espreguiçadeiras e os bancos. Pegou um dos bancos e seguiu pela grama passando pelo laguinho até a escada que desce para o nível do pequeno pomar. Naquele antigo pomar, nos tempos felizes do quatrênio pós-olimpíadas-catalunhenses vivera Barcelona, a cadela que chegou a mordê-lo em um momento de desentendimento.

Banquinho pesado aquele! - Me disse ele, certa vez.

Dali da escada, era possível avistar a janela de sua querida. Descarregou o de madeira (não o violão) sobre o primeiro degrau da escada, que era um quadrado enorme, sentou-se e pôs-se a tocar a música preferida dela, que ela sempre gostava que ele cantasse.

domingo, 3 de agosto de 2008

De Longe

Muito pelo contrário! Ele é o menos evoluído dos animais! Dos seres vivos eu diria. O único que não consegue viver em harmonia com os demais, com a natureza, tem que criar tantos atifícios, tantas muletas.
É mesmo hein sô. E o pior é essas criação que ele anda fazendo. Tem umas que pra mim é como se fosse uma pedrada na cara prosotrhabitante daquê planetinha.

Dia Desses

Dia desses aqui no planeta Terra, escreviamos em pepéis. Dia desses, lembro, vincávamos as pedras, pintávamos as pedras. Estranho. Interessante a minguante lua nua e crua. É como vida, fases. Desertos e mares, tempestades e luares. Belos como boleros encantando o coração do boêmio cidadão. Esperto no seu caminho. Leve a vida no sapatinho.

Tempo Corrido

Compra comida.
Tem comido tanto...
Deprimido.
Comprimido.
Esquisito fica parado.
Repara no vestido dela.
Colorido.
Distraído vai o tempo.
Corrido.

sábado, 2 de agosto de 2008

Com

Como almoço
como um boi
come pasto.
Com estado
coma alcoólico
como durmo
como sonho.

Inver 2

Eu te desenhei
no fundo dos meus olhos
de olhos fechados
eu te enxerguei

Perguntei pros sábios
procurei nos livros
quis mudar os olhos
inverter o sentido

E passar a luz
de dentro pra fora
te botar no chão
te tocar agora

É o poder da mente
que me castiga
me ilude, engana
inocente.

Inver

Olha que bom!
Olha, olha, olha!
Vê nada não sô.
Bom mesmo é o que cê pode inver.
É!
Inver é ver só que invertido.
É!
De dentro pra fora.
Tá me invendo agora né?
Só de me ler cê já me invê.
Êita que isso é muito bom!

Ela

Esses aí, esses tão em guerra
Aqueles ali, aqueles tão por terra
Na tela o planeta guerra
Han tela! A novela exagera
Controla. Domina a galera
Quem me dera saber a vera
A Verdade, aquela, não erra
Não engana, mostra a serra
Que corta o pau que dá sombra na terra
Vida vale, vem viver ela!
Aquela, a vera, a séria matéria
É pedra, é pasto, não cela

L'imparfait

Batia chingava perdia ganhava
Queria estragava tocava jogava
Brincava crescia fazia e acontecia
Criava ensinava inventava aprendia

Lia acreditava escrevia duvidava
andava falava comia dormia
Vivia cansava pensava sentia
Olhava perguntava percebia via

Trabalhava divertia ajudava sabia
Corria parava esperava ia
tentava errava mirava queria
insistia treinava acertava na mira

Ria gargalhava chorava passava
Deitava e rolava cantava gritava
Amava cuidava morava mudava
Passava sorria desejava bom dia

Pare!

Cê pára nos pares?
Cê pára em todos os PARE?
E nos ímpares cê pára??
Cê pára e cê junta?
Se cê pára divide.
Se cê pára cê junta?
A junta.

Convite

Bom dia meu irmão te convido pra bater um papo, um minuto de atenção, meu papo não é mato. Eu tava agora ali sosinho no meu quarto pensando um bocado vários trem abstrato. Só eu e a viola, ninguém pra conversar. É no papel que eu vou registrar. Ser humano a milianos escreve, leve levo o lápis que desliza e me diverte. Papel reciclo, ciclo vicioso. Consumismo gera lixo e quem não sabe disso? Hábito absurdo herdado vai saber de quem... Mundo quase inteiro segue a linha tipo amém. Consumismo gera lixo e quem não sabe disso estraga o planeta antigo paraíso. Acelera o tempo antes lento geológico, hoje em dia mundo muda num minuto de relógio. A estufa se desfaz, ninguém pra refazer. E os ultra-violetas, como vão fazer? Planeta nessa fase quase não sustenta, metamorfa, mofa, muda e as mudanças não tão lentas. Sopra o vento e o tempo segue sagaz. Paz, pão, paz! Não precisamos nada mais. Mas ninguém segura, ninguém acha a cura desse vício. E vai crescendo o prejuízo. Bilhões de anos o planeta viu, muitas eras, mil. Dinossauro existiu. Muita vida que foi, já partiu. Nova vida que inventa, cria, esquenta, esfria. Hoje o homem dá bom dia mas noutro dia nem havia.

Percebe?

Procuro me acho
Me perco me ganho
me dano
me danso
Percebo
denso
o peso da vida real
do mundo dagente
Eu me falo e
me escuto

Sem Grás

Estava na sinuca.
Pensou em beber um chopp.
Mas tam a lei seca e..
Cogitou um refri.
Mas tanta quimíca e tóxicos...
Viu um suco.
Mas suco de latinha é cheio de espessante, estabilizante, corante, amante, cortante, secante....
Lembrou do suco natural.
Mas hoje em dia, nunca se sabe. Agrotóxicos.....
Bebeu uma água sem gás.
Com graça.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Oi?

Eu só sei que nada sei. Esse era nome que eu pretendia colocar no blog mas, tão óbvio, é claro que não está mais disponível. Alguém chegou primeiro. Venho de ler o blog de uma amiga. Belos devaneios, fiquei admirado. E admirado que estou acredito na possibilidade de manter um blog. Um blog assim de idéias. Tipo eu escrevo na tela, como se fosse no caderno pra ninguem ler, mas alguém vai ler. Não sei quem - Quem é vc caro leitor? - mas alguém. Locura, parece que estou falando sosinho, mas pra alguém(?!). Mas aí o nome estava indisponível sabe... É! O nome... aquele tão óbvio, lembra? E então pintou essa idéia: Perdido atrás da testa. Dispensa esclarescimentos né, pelamordedeus... E o nome rolou, ninguém tinha pensando ainda nesse nome. Haha! E é isso. Não tenho nada pra falar hoje. Na verdade nem hoje nem nunca. Sou um cara que nem fala muito... Mas né nada, né nada, já escrevi umas linhas, diz aí... Né nada sô!